"Sou o que sou, e não o que a sociedade espera de mim. Posso ser chamado de louco por isso, mas somente os loucos são realmente felizes dentro da sua sabedoria."

sábado, 21 de abril de 2012

Como pode um povo tão rico ser tão pobre?

Ou melhor dizendo: como pode um povo tão rico mental e moralmente ser tão pobre quanto a coisas materiais (leia-se moradia, comida, e afins)?
Acho que sei a resposta: os valores da sociedade se tornaram inversos. Pensa-se em dinheiro e coisas efêmeras mais do que em valores morais. E quando vemos uma demonstração desses valores ficamos até surpresos! Não nos parece natural... e hoje em dia realmente não o é.
Para a sociedade de hoje natural é querer derrubar o próximo. Natural é não confiar em ninguém que você vê na rua. Natural é se esquecer de que somos todos seres humanos. Natural é esquecer que viemos todos da natureza e destruí-la aos poucos... Isso sim é natural, tanto que nem nos surpreendemos com isso tudo. E continuamos com a nossa "naturalidade". Até quando? Até que não reste mais natureza, até que não tenhamos feito inimigos o suficiente para nos sufocarmos em nossa própria raiva e sentimentos inúteis. Ou até que não tenhamos nos afastado de todos aqueles em quem não confiamos, mas que poderiam ser fortes aliados na grande caminhada da vida... se ao menos soubéssemos confiar. Se ao menos soubéssemos andar de mãos dadas. Se ao menos soubéssemos amar. Se ao menos soubéssemos dar valor às coisas que realmente têm valor. Os benditos valores morais.


Escrevi esse texto inspirado em um outro texto que li no Facebook, agora há pouco. Vale muito a pena ler! Ubuntu!


A TRIBO

Um antropólogo propôs um jogo aos meninos de uma tribo Africana. Pôs uma cesta cheia de frutas perto de uma árvore e lhes disse que aquele que chegasse primeiro ganharia todas as frutas.

Quando deu sinal para que corressem, todos os meninos se deram as mãos e correram juntos, depois de sentaram para desfrutar do prêmio.

Quando ele perguntou porque havia ocorrido aquilo, se somente um podia ganhar todas as frutas, lhes reponderam:

''-UBUNTU, como um de nós poderia estar feliz se todos os demais estão tristes?''

*UBUNTU na cultura xhosa significa: ''Eu sou, porque nós somos.''

Fonte: Aspau

segunda-feira, 9 de abril de 2012

(M)Eu quebra-cabeças

- Mas algumas peças ainda estão fora do lugar...

Pois é, esse sou eu. Ainda faltam algumas peças, mas com o tempo vou as juntando e montando quem eu sou.


Porém com um movimento para colocar uma das peças outra ou outras podem se soltar...
Em certos momentos vou ficar ali travado, tentando encaixar alguma peça, sem perceber que aquela é a errada. Em outros vou estar com a peça certa, mas na posição errada. Ou só vou precisar bater o olho na peça pra saber onde e como encaixá-la.
Algumas pessoas acabam esbarrando nele e fazendo com que algumas peças se desencaixem. Outras oferecem ajuda para montá-lo, e outras simplesmente pegam algumas peças e começam a encaixá-las nos lugares certos.


Eu sou um quebra-cabeças vivo, pessoa indecifrada, mas não sou indecifrável...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O que eu espero da Vida???

Afinal, o que eu espero da Vida? Rosas? Um vinho caro ou um presente surpresa? Alguém que diga palavras suaves e bonitas só por eu ser eu mesmo? Amores (no plural mesmo)? Talvez tudo isso de uma vez, junto e misturado? Ou só um pouco mais do velho romantismo brega que tanto falta hoje em dia?


É, eu sou sim um dos últimos Românticos... uma raça que se extingue cada vez mais. Pessoas se esquecem de elogiar, se esquecem de agradecer, só se lembram de cobrar mais e mais. A era dos Românticos já era mas mesmo assim eu continuo.


Mas voltemos à pergunta inicial: o que eu espero da Vida? Talvez só um desejo de ser compreendido. Afinal, sou tão compreensível com os outros, e muitas vezes nem consigo me fazer entender. Vai entender...


Minhas verdadeiras intenções? Ficam todas camufladas nas tentativas de não ferir ninguém... e acabo eu ferindo a mim mesmo.


Outra vez fugi da pergunta. O que é mesmo que eu espero da Vida? Acho que ao mesmo tempo espero tudo e nada. Quero tudo, não de uma vez mas quero. Aliás, que pergunta difícil essa...


O que espero talvez seja poder um dia abrir a minha alma e mostrar a essência do meu ser para alguém que não a criticaria...


Não sei o que dizer nesse momento. Acho vou ter que deixar para responder a essa pergunta um outro dia.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Chove chuva!

Lá vou eu de novo escrever um post sobre a chuva... Acontece que eu amo chuva! Alguns podem falar que é chato quando chove, que não se pode fazer nada além de ficar em casa... bom, essa é a graça! Aquele friozinho no ar, umas cobertas, um bom filme (mesmo que seja um repitido) e uma pipoca são sempre ótimos companheiros nesses dias! E tem também uma outra coisa da qual sou totalmente adepto: banho de chuva. Muita gente não suporta, ou diz que gosta mas sai correndo quando começa a chover. Mas eu não. Ontem mesmo tomei muita chuva enquanto vinha andando para casa. Foi uma delícia! Aquela água gelada realmente me lavou, e não só por fora. Refrescou meu corpo e revigorou minha mente. Acredito que a água tem esse poder, mas não qualquer água não. A água da chuva é privilegiada, pois vem diretamente da Mãe Natureza. Acho que eu parecia um doido na rua, enquanto todo mundo andava rápido pra fugir da aguaceira que caía ou ia de guarda-chuva pra não se molhar tanto. Mas eu não. Andava normalmente, como se fosse totalmente normal aquilo. Aliás, não tão normal... acho que apreciei tanto aquele momento que devo ter levantado a cabeça pra sentir os pingos no rosto, fechado os olhos pra poder sentir a energia da água que vinha de cima, e aberto os braços (mas só um pouco! rs) como se eu estivesse saudando a chuva. Nada mais passava na minha cabeça a não ser a beleza e a grandeza da Mãe Natureza, e o modo perfeito com que ela age.


Um grande viva à chuva! E um grande viva à Gaia e toda a sua perfeição!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um lado sombrio

Às vezes eu queria ser um monstro... Sabe, aquela coisa de devorar pessoas, sujar as garras com o sangue escorrendo... ter toda a coragem que não tenho. Gritar, ou melhor, urrar com toda a força como um animal, parte do que eu seria. Fazer as coisas exatamente ao meu jeito.
Queria poder sair dessa minha forma pequena, humana e frágil. Na verdade, acho que queria era ser perfeito e por isso é que me frustro. Será que tudo tem que sair imperfeito, sempre? É da natureza humana ser imperfeito e consequentemente o que ele faz também é. Como eu também sou humano (e não um monstro assassino) eu também estou suscetível aos erros. O problema é a cobrança. Mas o problema maior é a auto-cobrança. Sempre acho que posso ir mais além, melhorar cada vez mais... e com razão, posso mesmo! Mas, como disse antes, não sou perfeito e tenho que aceitar isso. Aliás, estou longe da perfeição.

Ok, já sabia de tudo isso e continuo me cobrando, cada vez mais... me cobrando por tudo que sei, por tudo que faço, posso fazer ou poderia ter feito... Ah, já chega. Sabe aquele momento down (ou, se preferir, sombrio)? Pois é. Acho que é melhor mesmo eu ir dormir.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vem cá 2011...

Pois é, chegou a hora de nos despedirmos, 2011. Mas antes de vc ir, queria dar uma palavrinha com vc.

Alguns disseram que vc passou muito rápido! Mas para mim vc foi pontual, nem tão rápido e nem tão devagar.
Tantas coisas aconteceram! Nossa, nem sei por onde começar... Talvez eu possa começar pela mais importante de todas: faculdade. Quanta gente eu conheci lá! Não imaginava que eu fosse conhecer e gostar de tantas pessoas, e nem que elas pudessem gostar de mim! rs

Aprendi muita coisa. Muita coisa mesmo, profissional e academicamente falando. E claro que pessoalmente também!

Aconteceram tantas coisas ruins! Como por exemplo o "climinha" lá em casa.
Mas muitas coisas boas vieram me alegrar também, e essas foram muito, muito maiores que as outras. Exemplos disso são as aulas maravilhosas que eu pude dar, e os alunos maravilhosos que tenho. Ganhei até presentes deles, e melhor ainda, ouvi deles palavras que me deixaram muito feliz!

Aprendi que posso ser eu mesmo em todas as ocasiões, e ninguém vai deixar de gostar de mim do jeito que eu sou. Fiz muitos amigos, 2011, amigos que hoje eu gosto muito! Mas fiquei devendo aos velhos amigos... Apesar disso ainda os amo! rs

Gostei muito de vc, 2011. Vc está sendo muito importante para mim, e espero que 2012 saiba como te substituir! E se não souber... bom diz a ele que eu estou pronto para o que der e vier!!

Muito obrigado 2011!!! Muito obrigado a todos aqueles que entraram na minha vida este ano, e a todos aqueles que se mantiveram nela!

Queria poder escrever uma mensagem pessoal para cada pessoa que marcou a minha vida em 2011, mas são tantas que eu me perderia... rs

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

"Hide and seek"

I wanna write something. Why? Because I know there's something inside me, that wants to come outside, to the surface, and breath... I don't know what, or ever where it exactly is. All I know is that it's here inside me... afraid.
If I only knew  what... I can feel it hiding somewhere deep. And When I try to come up with it, when I think I found it, it hides deeper and I lose it again...
Maybe I can't do anything but wait and see when (and if) it'll come outside.
Maybe this is only my imagination playing tricks on me.
Maybe it's myself hiding from the one I became...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Não posso simplesmente ser assim..."

"Não posso simplesmente ser assim..."
Terminei o último comentário no Facebook assim, noite passada. Na verdade acho que cheguei a apagar o que escrevi, não sei o por quê.
Aí me ocorreu: "não posso por quê? Porque todos esperam isso de mim?


Cansei!


Cansei de fazer as vontades dos outros e deixar as minhas em segundo plano. Cansei! Vou pensar mais em mim mesmo, já que pensando nos outros eu só fico de lado, sempre. Eles que se explodam!
A partir de agora minha vontade é a que vai predominar em mim.
E ponto final.

domingo, 16 de outubro de 2011

"Chuva"...

Ela cai lá fora e aqui dentro. Lá ela molha tudo, aqui molha pouco. Mas não por falta de água, pois isso escorre sem parar das duas nuvens redondas que são os meus olhos. Nuvens redondas e vermelhas, das quais a chuva escorre numa tempestade sem fim.
A água escorre pelo meu corpo e, entre soluços e suspiros, me lava por inteiro: dentro e fora de mim. Sinto como se a chuva de todo o verão quisesse desabar na mesma hora.
Aliás, é bom que chova. Sempre depois que ela acaba vem aquele sentimento de alívio. Pode não vir o sol, mas ao menos fui lavado, de dentro para fora, e estou pronto para mais um pouco.
Enfim, não resolvi meus problemas com isso tudo, mas posso ter aumentado minha resistência a eles por hora. E assim continuo, até o dia em que a chuva insistir em escorrer novamente destes olhos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Momento de solitude


Há momentos em que espero ficar sozinho. Sozinho com uma boa companhia como um CD de músicas apreciáveis ou um bom escritor de poesias. Sozinho na companhia de mim mesmo. Sozinho com minha voz alta enquanto canto alto ou grito para ninguém ouvir. Estar sozinho não é tão ruim quanto pode parecer... Converso comigo, respondo para mim mesmo, brigo, me amo... Enfim, fico só.
Mas a qualquer momento alguém chega para dar fim a esse momento de solitude.
Espero.

"cougar" / puma

animal já raro, felídeo e ocasionalmente feroz. incompreendido também, muitas vezes, neste mundo moderno, cheio de seres humanos em quase todos os palmos de terra.

Qualquer semelhança, é mera coincidência...