"Sou o que sou, e não o que a sociedade espera de mim. Posso ser chamado de louco por isso, mas somente os loucos são realmente felizes dentro da sua sabedoria."

segunda-feira, 11 de março de 2013

Da janela

Ele se dirigiu para a janela e, afastando as cortinas, olhou para fora.


O que viu lá não foi exatamente o que esperava.

As meninas que estavam de passagem tinham asas coloridas e brilhantes, que se moviam gloriosas. Já outras, possuíam narizes de gancho verruguento.

Um homem que passava parecia ter palavras pintadas pelo rosto. Olhando melhor, ele viu que eram palavras mesmo, e que todos riam-se ao passar por esse homem. E ele gostava! E era aí que as palavras pareciam mudar-se em outras mais engraçadas que as primeiras.

Olhou então para cima, rindo-se do tal homem, e prestou atenção à forma azul de uma extensão indescritível. Nada além de um telhado que cobria o mundo.

Voltou, então, os olhos para dentro do próprio quarto. Algo chamou sua atenção ao se mover dentro do travesseiro. Cutucando-o, viu sair dele nada menos que um beijo. Aliás, não só viu, como sentiu-o nos lábios. E não era qualquer beijo, mas aquele com que sempre sonhara...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Preciso...



Preciso
Sair
E beber,
E dançar,
E talvez
Nem voltar.

Nem voltar
Como eu
Mesmo,
Ou talvez
Nem voltar
Mesmo.

O dia
É noite
E esta
É eterna
Até que
Acabe.

A lua,
Deusa,
Brilha alta.
Alta como
A música,
E eu.

Alto...
Álcool...
Onde estou?
“Te conheço
De algum
Lugar...”

Meus pés
Se movem,
Pessoas passam,
A música alta
Como a lua,
Como eu.

Eu que
Te conheço,
Mas não
Me conheço,
Estou aqui
Para esquecer.

Deixar
Pra trás,
Rir, sorrir,
Me divertir,
E talvez
Nem voltar

Nem voltar
A ser
Eu mesmo,
Ou só ser
Eu mesmo,
Sempre.

Ou não
Voltar só
Por hoje
(ponha a vírgula
Onde e se
Quiser).

domingo, 27 de janeiro de 2013

À minha inspiração...

A todo lugar que vou fico a procurar-te. Olho, e fico feliz ao encontrar-te no lugar de sempre. Quando não estás lá, parece que falta-me algo. Quando lá estás, fico imaginando que estás a me observar enquanto admiro-te. Posso estar completamente equivocado, mas gosto de pensar que tu estás a contemplar-me também.

Observo-te sempre que posso. Mesmo que não estejas a me ver, estou dirigindo-te o olhar.

Que sorriso gracioso tens! Fico perplexo, quase paralisado pelo êxtase quando olho para ti e vejo-te a sorrir! Tens um sorriso cheio de luz.

Mesmo quando pareces estar envergonhada, escondendo-se de olhares alheios (inclusive o meu) consegues ser deslumbrante!

Por vezes tu apareces cheia de ti. Presunçosa, sem medo de mostrar-te e ser invejada por toda a tua beleza. És mais linda do que qualquer rainha jamais foi, e tão simples quanto qualquer dama. És, porém, mais que uma rainha, és uma deusa. Afrodite talvez tivesse inveja, pois tu és, para mim, a mais bela de todas.

Vista-se para mim com seu manto escuro, o mais belo e cheio de brilhantes! Sorria seu sorriso de brilho perolado! Mostra-te bela, a mais bela de todas!

És para mim uma inspiração.

Diana, senhora das caçadas (se é que tenho permissão para usar este título antigo)... espero poder ter-te sempre por perto, para que possa continuar a contemplar-te e a maravilhar-me com tua luz. Quisera eu poder ir até onde estás agora e abraçar-te inteira, ficar bem perto de ti... Mas não posso, e por isso fico feliz só em observar-te de longe...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Não era pra ser...

Não consigo mais escrever. Tento escrever sobre qualquer coisa e não sai mais nada. Pode ser sobre o tema que eu mais goste, não consigo.

Só consigo escrever sobre uma coisa. Não tentei anotar nada ainda, talvez com medo de me tornar muito meloso e piegas. Talvez, também, com medo de ser repetitivo e chato. Mesmo este texto, não era para estar sendo escrito. Mas é verdade, só consigo me ver escrevendo sobre isso. Todas as vezes em que deixo minha mente vagando, me pego pensando em você. Não que isso seja uma coisa ruim, é claro que não é, eu gosto disso. Mas... acho que estou e... enfim, não importa agora, esse não é o foco desse texto. [Talvez uma outra hora eu discorra sobre isso].

Eu só queria... na verdade, eu preciso... tentar evitar... mas não posso, é assim que sou. Sou um romântico, piegas, louco e desvairado. Sim, choro com baladas, amo sem vergonha e sem juízo... (como na música Românticos - Vander Lee)

Às vezes sou inconsequente... Tentei deixar de lado essa minha natureza, mas não é tão fácil quanto pode parecer. Acabo me entregando muito facilmente, me apegando muito facilmente. Pois é, sou sim um romântico.

SOU UM ROMÂNTICO!! SIM, EU AINDA SOU!!!

E não vou deixar de ser.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Escrevi esse texto há um tempo, antes de começar mais uma fase na minha vida. Não sei porque não cheguei a postar na época, mas aí vai.

E aqui estou eu, tentando, tentando, e tentando. Não sou de desistir não. Mas há horas... que de tanto tentar, cansamos de "dar murro em ponta de faca".

Abri meus olhos. Vi que o mundo lá fora pode ser muito mais verde e ensolarado. Vi que as crianças lá fora riem mais, se divertem mais. E os adultos também!

E vi que eu cansei de tentar.

Já não sei mais o que aconteceu aqui dentro... As crianças que costumavam brincar cresceram ranzinzas e se tornaram adultos sérios e que só se importam com eles mesmos. O mundo já não é mais tão verde. E o sol... bom, o sol continua a brilhar com a centelha de esperança de que o dia não chegou. Sabíamos que ele ia chegar, mas resolvemos (como todas as outras pessoas) pensar no que fazer somente quando ele chegasse. Com isso só postergamos o inevitável e nos sentimos mais vulneráveis e (talvez) despreparados para enfrentar o que esse dia traz. Mas o dia enfim chegou. Não há como evitar, não há como negar.

Tudo tem um começo, um meio, e um fim. Engana-se quem pensa que algo pode começar e não terminar nunca.

(Mas o mais importante de tudo é que as coisas só terminam quando não temos mais nada a aprender com elas. "Tempo perdido" nunca é perdido.)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aquele menino

Outro dia eu me perguntava onde está aquele menino que vivia aqui. Eu não sabia responder. Procurei até, mas não o achei. Sei lá, achei que ele já teria crescido, já se transformado em um adulto e coisa e tal. Mas não. Acho que ele estava aqui, onde sempre esteve... só que com medo... de se mostrar. Encolhido em um dos cantos escuros desse lugar.

Hoje ouvi a voz dele de novo, depois de algum tempo. E até um sorrisinho sapeca! rs

Estou, ou melhor, ele está de volta! :)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O reflexo no espelho... no Espelho da Alma

E então eu parei, olhei para mim mesmo, e disse: "- Como eu estou diferente! Diferente de tudo o que eu era..."

Não sei se isso é bom. Aliás, não acho que seja bom. Sei lá, antigamente eu me importava tanto com as pessoas, e agora... me importo tanto comigo mesmo. Tanto que chego a esquecer dos outros muitas vezes. Cadê aquela pessoa que sempre tentava entender os outros, sem criticar? Pois é, me peguei criticando as pessoas algumas vezes nos últimos dias sem tentar entendê-las... Não sei para você, mas para mim isso é horrível. Sempre abominei esse tipo de atitude, e agora cá estou eu, tomando exatamente essa atitude.

Com o tempo acabei me tornando uma pessoa que eu nunca quis ser. Fiz coisas que disse que nunca faria. Não, não me arrependo de nenhuma delas, nem um pouquinho. Só me surpreendo com essa nova forma que tomei. E mais: agora vejo que preciso voltar ao que era antes. Não sei se isso é possível, e posso dizer que já tentei antes, sem sucesso.

Mas agora é diferente. Totalmente.

Novos rumos, novas atitudes, novas esperanças. Claro, ainda tenho esperanças de voltar a ser aquele rapaz que se preocupa com os outros. Que sofre por eles. Que esquece de si mesmo para ajudar alguém. Que se põe no lugar do outro. Acho isso lindo, e digno de encher a boca e dizer: "- Sou um ser humano. Sou gente."

Talvez um dia eu consiga reviver esse rapaz dentro de mim. Talvez um dia eu consiga ao menos retirar uma pequena parte de sua essência e trazê-la à superfície. Tentarei sempre! (E até já sinto que estou tendo algum sucesso! rs)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Que som é esse?

Ouvir aquele som é a primeira coisa da qual lembro daquela tarde. E o ouvi muitas vezes mais. Já havia ouvido antes, mas naquela tarde foi diferente. Foi especial.

O som parecia responder à mim. Parecia responder à minha tontice, à minha bobice (rs)... E assim eu queria fazer mais bobices e tontices, para poder continuar ouvindo o som.

Aquele não era um som qualquer. E espero ouvi-lo muitas vezes mais. De novo, e de novo, e de novo...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Um pouco de você nas entrelinhas

Quis escrever pra você e ensaiei a semana toda para chegar a conclusão de que não importam exatamente as palavras e sim o que queria dizer com elas. Sabe quando dizem que o que vale é a intenção? Essa frase aplica-se exatamente nessa situação.

Eu quis escrever, eu quis falar um pouco de você a cada linha, quis passar para o papel tudo o que sinto e acredito quando se trata de nós. Tentei tirar de mim toda essa saudade e transpor em cada palavra que seria escrita. Não consegui, perdoe-me.

Mas aqui lhe digo que o essencial a ser dito é que amo amar você. Depois disso, nenhuma palavra precisa ser escrita.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O tão temido ponto final

Os diálogos eram compostos na maioria das vezes por reticências. Os olhares, os toques, pareciam sempre esperar uma continuidade, eram como pensamento interrompido. Parecia que pontos finais não pertencia ao mundo deles. Devia ser medo de errar, só pode ser. Porque havia esperança, aquela tal história clichê de querer que tudo seja para sempre. Talvez seja esse o motivo de tantas reticências em lugares que deveria ter sido pontos finais. Não queriam o fim.
Pergunte a eles. Havia esperança de um recomeço. Havia vontade de mudar as coisas. Mas jo final é tão inevitável quanto o cair da noite. Foi o que aconteceu. A noite caiu e o fim chegou, muito mais rápido do que era possível imaginar. E aí, o tão temido ponto final se instalou no seu devido lugar, no final da história.